Feira de Trocas de Brinquedos



Pensando no Dia da Criança, no dia 06 de outubro, o Instituto Alana, de São Paulo, propõe a realização de uma Feira de Trocas de Brinquedos em todo o Brasil. "A idéia é promover um momento de reflexão sobre o consumo e estimular o senso de comunidade."

Para ajudar os interessados em realizar sua própria feira, o Instituto idealizou um "guia" que pode ser acessado aqui.

É urgente que as crianças tenham de volta a infância


Fábio Barbirato, diretor do setor de psiquiatria infantojuvenil da Santa Casa do Rio de Janeiro, dá ótimas dicas sobre a saúde mental da criança em sua entrevista ao jornal O Globo, no último dia 19 de agosto.

“A busca desenfreada por sucesso está impactando cada vez mais a saúde mental das crianças” que, com 4 ou 5 anos ainda não estão preparadas psicologicamente para passar no vestibulinho de uma escola classificada no ranking das dez primeiras, ou para desenvolver uma letra cursiva perfeita. Segundo ele, existem áreas do cérebro que ainda não estão desenvolvidas nessa idade e, por isto, tantas exigências tendem a desenvolver nas crianças quadros depressivos e ansiosos, que levam este problema para a fase adulta.

Ainda segundo Barbirato, tanto os pais muito austeros quanto os permissivos se desqualificam para a educação do filho. “Quando o pai é permissivo, a criança não tem noção de limite... Já o pai muito austero não deixa que a criança crie uma estrutura para se impor.” Para ele, o efeito é o mesmo, deslanchando sintomas de depressão e ansiedade.

Barbirato afirma que a qualidade do tempo que os pais passam com os filhos é muito importante, e que é urgente que as crianças tenham de volta a infância.

A Medicalização da Infância


Para ler o texto acima, clique sobre ele para ampliar

Para ler o Caderno Completo com os Subsídios dessa Campanha, baixe clicando AQUI

Quem apanha na infância tende a resolver problemas com violência

O estudo mostra que vara, cinto
e pedaço de pau são itens mais 
comuns que a palmada
Crédito imagem: iStockphoto
Esta é a conclusão de pesquisadores do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da Universidade de São Paulo (USP). De acordo com o estudo, quem sofre agressões quando criança tem mais chances de adotar a violência como principal mecanismo de solução de conflitos.

O estudo apontou que as crianças tendem a reproduzir os padrões de violência em situações de conflito e que adultos que sofreram agressão na infância tendem a ser agressivos com os filhos.

Mas para o pesquisador Renato Alves, o contexto em que vive o indivíduo ao longo de sua vida e o contato com outros métodos de resolução de conflitos podem ensinar como melhor enfrentar estas situações.

O Banco de Leite de Botucatu


O Banco de Leite do Hospital das Clínicas é um importante serviço da Unesp de Botucatu que coleta, pasteuriza e distribui o alimento materno para bebês internados no Hospital.
O Banco tem como doadoras mães das cidades Anhembi, Areiópolis, Bofete, Botucatu, Conchas, Itatinga, Pardinho, Pratânia, Piramboia, Porangaba, Torre de Pedra e São Manuel. Essas mulheres são cadastradas e todas são orientadas sobre como proceder na hora de coletar o leite. A mãe não tem gasto nenhum com essa doação, sendo que o Hospital disponibiliza todo o material necessário e ainda vai buscar o leite na casa da mãe.
Além de coletar e distribuir o leite, o Banco de Leite presta assistência às mães e aos bebês em situações de dificuldades no aleitamento materno. E ainda realiza atividades e eventos para sensibilizar os profissionais da saúde para que promovam a mudança de rotinas e condutas responsáveis pelos elevados índices de desmame precoce.
O Núcleo da Aliança pela Infância em Botucatu quer aproveitar a comemoração desta Semana do Aleitamento Materno para agradecer aos profissionais do Banco de Leite do Hospital das Clínicas de Botucatu e prestar uma justa homenagem à Dra. Marineusa Nunes de Souza, falecida em 2007, uma grande amiga das mães e das crianças da nossa cidade, e uma das fundadoras e grande incentivadora do Banco de Leite.

Veja mais sobre doação de leite no site da Aliança pela Infância.

A importância do Aleitamento Materno

O leite materno é um alimento essencial para a saúde do bebê e traz benefícios também para a mãe que amamenta. A criança recebe todos os nutrientes de que necessita até o sexto mês de vida e também toda a memória imunológica materna, ou seja, é protegida contra a maioria das doenças infecciosas.

A mãe beneficia-se com um período de infertilidade maior em relação àquelas mulheres que não amamentam, com uma recuperação de peso mais rápida e com um risco menor de contrair câncer de mama e de ovário. Além disso, o aleitamento contribui para estreitar o vínculo entre mãe e filho.



"A amamentação é o ínicio da nutrição humana e seus benefícios serão observados pelo resto da vida" Marineuza Nunes de Souza

Semana do Aleitamento Materno


A saúde da criança está diretamente relacionada com uma gestação sadia, com uma alimentação adequada desde os primeiros dias, com a presença de ritmo em seu dia-a-dia, além do afeto, que é algo essencial.

Nos primeiros meses de vida da criança, quando possível, o leite materno deve ser seu único alimento. O aparelho digestivo dos recém-nascidos precisa de um tempo de amadurecimento para lidar com os outros alimentos que, introduzidos de forma inadequada, podem causar sérios danos ao organismo.

Crianças alimentadas com leite materno são habitualmente protegidas contra resfriados, alergias, diarreias e infecções. Nenhuma outra espécie de leite atenderá tão perfeitamente às necessidades físicas, afetivas e emocionais das crianças, nesta fase da vida.

Por outro lado, com a amamentação estabelece-se um vínculo e uma troca amorosa entre a mãe e a criança. A criança que se sente amada e aceita, desde o início de sua vida, tem menores chances de desenvolver o impulso da violência.

Incentivar o aleitamento tem sido uma das grandes campanhas da Aliança pela Infância que realizará diversas atividades no Brasil na semana de 01 a 05 de agosto. Veja mais.

Brincadeira das cinco marias

Crianças do Projeto Bem Te Vi jogando 5 marias


No Brasil a brincadeira é conhecida como cinco marias. No Japão, o seu nome é otedama.


As regras da brincadeira variam bastante, de lugar para lugar, mas, na base, o jogo é sempre o mesmo.

Trata-se de uma brincadeira muito antiga e muito divertida, que pode ser executada com cinco pedrinhas, do mesmo tamanho, ou, cinco saquinhos feitos com retalhos de tecidos, e recheados com arroz cru, areia, milho ou feijão.

No Japão, o recheio costuma ser de feijão azuki, onde, cada saquinho, costuma ter, também, um sininho dentro.

Cada participante da brincadeira tem o seu próprio jogo de cinco pedras (ou cinco saquinhos). Na sua vez, ele segue os passos abaixo:

1- Jogue todos os saquinhos no chão. Depois, escolha um deles e pegue-o sem tocar nos demais. Em seguida, jogue-o para o alto e, enquanto o saquinho estiver no ar, apanhe, rapidamente, um dos saquinhos do chão. Faça isso sem tocar nos outros saquinhos. Rapidamente, apanhe, com a mesma mão, o saquinho que estava no ar. Coloque o saquinho que apanhou, no chão, e, em seguida, faça a mesma coisa com cada um dos outros saquinhos.

2- Jogue, novamente, todos os saquinhos no chão. Em seguida, apanhe um saquinho sem tocar nos demais e lance-o ao ar. A operação é a mesma da fase anterior, só que, desta vez, o jogador deverá apanhar dois saquinhos de uma vez. E em seguida, com a mesma mão, apanhar o saquinho que jogou no ar.

3- Desta vez, depois de jogar os cinco saquinhos no chão, o jogador deve jogar um saquinho no ar, e rapidamente, apanhar um saquinho do chão para, em seguida, apanhar aquele que foi lançado, com a mesma mão. Depois, repetir a operação, só que, desta vez, deverá apanhar todos os três saquinhos restantes, de uma só vez. Em seguida, apanhar aquele que lançou no ar, com a mesma mão.

4- Nesta fase, repetir a mesma operação mas, após lançar o saquinho escolhido ao ar, ele deverá apanhar todos os saquinhos restantes, de uma só vez. E, claro, apanhar aquele que atirou no ar, com a mesma mão, sem derrubar nenhum. Se o jogador esbarrar em um saquinho enquanto escolhe o aquele que será lançado; ou se ele derrubar um saquinho em qualquer etapa da na brincadeira, a sua vez passará para o próximo jogador.

Vence a brincadeira, aquele que conseguir cumprir todas as etapas, de uma só vez. (Costurar as cinco marias é muito fácil. Basta cortar quadradinhos de retalhos, do mesmo tamanho, e fechá-los com um pesponto manual. Se alguém encontrar dificuldades, escreva pra gente! Nós teremos prazer em mandar um desenho detalhado do processo.)

Uma ótima diversão!

Refeitório do Bem Te Vi ganha decoração com estêncil

Tanyu e a técnica do estêncil

Na última sexta-feira o Bem Te Vi ganhou um presente. O refeitório do projeto foi lindamente enfeitado com girafas, tatus, pacas, passarinhos e outros bichinhos do mato. Do projeto, organizado por Silvia Sasaoka, do Instituto Botucatu, participaram o estagiário americano Tanyu, e a Sandra, do Botuáfrica, com sua técnica de estêncil. Eduarda e Lucineide, da equipe da Aliança, ajudaram na produção. Vai ser uma surpresa que as crianças vão adorar!

Impacto da educação inclusiva na pré-escola é avaliado em pesquisa


Experiência da diversidade na infância pode promover a abertura ao diferente e evitar o preconceito de forma duradoura, sugerem pesquisadores da USP.


Experiências vividas na infância são fundamentais para definir as características mais marcantes do caráter de uma pessoa. Esse pressuposto serviu de ponto de partida para uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto de Psicologia da USP, para avaliar o quanto a experiência de uma educação inclusiva na pré-escola pode promover a abertura em relação ao diferente e evitar o preconceito de forma duradoura.

Segundo a pesquisadora Marie Claire Sekkel, que realizou entrevistas com crianças do Ensino Fundamental, provenientes de uma pré-escola inclusiva, a abertura para com o diferente manteve-se independentemente dos valores familiares. “Há algo comum na educação dessas crianças para o qual a escola exerce forte determinação. Isso mostra o potencial das instituições de educação na formação desses alunos”, disse ela. Maiores informações poderão ser encontradas na página da FAPESP.

Aliança pela Infância leva debate sobre sustentabilidade do ser para Rio + 20

Andressa Pellanda (Aliança pela Infância)

Além de integrar um stand na Cúpula dos Povos, a Aliança pela Infância participou da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, em um evento sobre Consumismo Infantil, Publicidade e Sustentabilidade.

Ute Craemer, fundadora da Aliança no Brasil, deu uma palestra sobre sustentabilidade do ser, no dia 13 de junho, no Riocentro, em um evento destinado a organizações credenciadas na ONU. Com a presença de cerca de 120 pessoas de todos os continentes que, segundo Isabella Henriques, diretora do Instituto Alana, superou as expectativas dos organizadores. Ute abordou um aspecto do tema que ela chamou de “sustentabilidade da consciência individual”.

Cada pessoa que acredita na sustentabilidade ecológica, política e econômica encontra isso dentro dela mesma, em uma sustentabilidade interior. “Sem a conscientização que vem de dentro para fora, resta somente a teoria das políticas sustentáveis. É na mente, no coração e nas mãos que se cria a cultura de Paz”, explica Ute.

Participaram também como palestrantes Ana Claudia Bessa (Infância Livre de Consumismo); Gabriela Vuolo (Instituto Alana), que falou das leis de proteção à criança e da necessidade de denunciar os abusos; Ana Maria Wilheim (Akatu); Mariana Ferraz (Idec) e Roseli Goffman (CFP).

Fonte: www.primeirainfancia.org.br - 06/julho/2012

10% do PIB para Educação no PNE

Fonte: Site da Aliança pela Infância


Nesta terça-feira, dia 26 de junho, a Comissão Especial da Câmara dos Deputados aprovou, por unanimidade, a emenda ao PNE, que visa atingir 10% do PIB de investimento na Educação pública nos próximos 10 anos. Esta emenda correspondente à meta 20 e última do Projeto de Lei 8035/2010 – Plano Nacional de Educação (PNE). O projeto agora segue para tramitação no Senado Federal.


As principais mudanças ao texto apresentado pelo Poder Executivo Federal, em dezembro de 2010, foram resultado de um amplo debate da sociedade civil e, principalmente, das propostas de emendas realizadas pelo movimento “PNEpraValer!”, um amplo e plural grupo de pessoas, organizações, redes e movimentos, com representação em todo o país, coordenados pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, da qual a Aliança pela Infância é uma das organizações-membro.


Infância no PNEDentre as várias metas do PNE que dizem respeito à Infância, a Meta 1, determina a universalização da educação infantil na pré-escola, para as crianças de 4 a 5 anos de idade, e a ampliação da oferta de educação infantil em creches de forma a atender, no mínimo, 50% das crianças de até três anos até o final da vigência do Plano. Ela inclui a adaptação às normas de acessibilidade, a implantação de uma avaliação da educação infantil a cada dois anos, o fomento ao atendimento às populações do campo, comunidades indígenas e quilombolas, entre outros pontos.


Para as crianças de 6 a 14 anos, a Meta 2 define a universalização do ensino fundamental de nove anos e a garantia de que pelo menos 95% dessa população conclua essa etapa na idade recomendada. A meta 4, que aborda a universalização, para a população de 4 a 17 anos, do atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, gerou um debate sobre o atendimento educacional especializado, como determina o texto aprovado, ou uma proposta de educação inclusiva.


A alfabetização de crianças, tratada na Meta 5, é determinada, na nova versão do relatório, de forma que todas as crianças devem ser alfabetizadas até, no máximo, o final do terceiro ano do Ensino Fundamental de 9 anos, respeitando as leis educacionais, as normas do Conselho Nacional de Educação. Para a Aliança, isso representa uma conquista. A Aliança pela Infância apoia a resolução contrária à alfabetização precoce e acredita ainda que se deve respeitar o desenvolvimento individual de cada criança.

Aprender a brincar é aprender a viver

Cândido Portinari


Quando assistimos crianças brincando juntas no quintal, na praça, tão despreocupadas e alegres, não somos capazes de imaginar quanta aprendizagem está acontecendo ali.
Além da diversão própria do jogo, indispensável aos humanos, o brincar promove 2 tipos de aprendizagem:
1)  a APRENDIZAGEM MOTORA, espacial, sensorial, que diz respeito ao corpo no ambiente. Enquanto brinca a criança vai conhecendo e desenvolvendo sua capacidade física (destreza, habilidades, precisão de movimentos, força, fôlego, etc...)
2)  a APRENDIZAGEM SOCIAL, que diz respeito ao indivíduo no grupo. Brincando, aprende-se a conviver, criar e respeitar regras coletivas, negociar, aceitar e discutir divergências, assumir e desempenhar papéis. Socializar-se.
Há também, e não menos importante, o estímulo à imaginação, que vai enriquecer o que chamamos de “mundo interno” da criança, onde ela buscará recursos criativos para as situações novas da vida.
Defender-se, competir, cooperar, experimentar, organizar, criar, discutir e concordar, enfrentar situações inesperadas, correr riscos, errar, saber sobre suas competências, conquistar, conviver com os amigos diferentes nos hábitos e valores e maneira de viver.
Tudo isso está envolvido no brincar!!! Assim se observa como é importante garantir esse espaço tanto em casa, quanto na escola. Nesse momento acontecem descobertas que abrirão amplos horizontes na vida dos pequenos.
Brincar não é luxo, mas necessidade para o desenvolvimento.Brincar é coisa séria para as crianças.


Paula Freire, psicóloga, membro do Núcleo de Botucatu da Aliança pela Infância.

Ute Craemer, em Botucatu!

Ute Craemer, uma das fundadoras da Aliança pela Infância no Brasil, esteve hoje em Botucatu e se reuniu com alguns membros do Núcleo deste  município lá no projeto Bem Te Vi.

Ute no Projeto Bem Te Vi

Dia do Brincar no Bem Te Vi







O Dia Municipal do Brincar ( 28 de Maio) foi comemorado pelas crianças do Bem Te Vi com muitas brincadeiras proporcionadas pelos alunos do 11º ano da Escola Aitiara.

Dia 28 de Maio, Dia do brincar em Botucatu !

Graças a uma iniciativa do Núcleo de Botucatu da Aliança pela Infância, concretizada através de lei proposta pelo vereador Dr José Bittar, comemora-se hoje, 28 de Maio, o "Dia Municipal do brincar"!
Que as iniciativas do nosso Município ligadas  à Infância possam voltar sua consciência e ações do dia de hoje com uma especial ênfase a essa importante atividade para o desenvolvimento do Ser Humano: -o brincar!

Bem Te Vi Amarelo no Parque
"A brincadeira oferece às crianças uma ampla
estrutura básica para mudanças das necessidades e
tomada de consciência: ações na esfera imaginativa,
criação das intenções voluntárias, formação de planos da vida real, motivações intrínsecas e oportunidade de interação com o outro, que, sem dúvida contribuirão para o seu desenvolvimento."
...
"É preciso que o professor
reconheça a importância do princípio da brincadeira
para o desenvolvimento infantil, estabelecido no
Referencial Curricular Nacional para a Educação
Infantil, como uma conquista e efetivação dos direitos da criança integrada à modalidade de educação infantil.


Fonte: www.bemtevibotucatu.blogspot.com